Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Férias?????
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Num lugar no coração
Há coisas que nos tocam a alma. E eu nem sou assim tão esquecida, mas por vezes tento guardá-las num qualquer lugar do coração que a mente não alcance rapidamente. Porque o que queremos esquecer é o que vulgarmente nos vem à memória.
A recordação pode distorcer-se sem darmos conta e quando revivemos podemos apenas imaginar sem ter vivido. Será assim que sonhamos?
Podem ser pequenos gestos, palavras, emoções ou imagens. Nem que tenha sido de passagem. Nem que tenha sido há muito tempo, nem que tenha sido ao longe, nem que nunca tenha sido.
Mas tocou-nos de alguma forma. E conseguimos reter na memória, mesmo que a mágoa nos cubra o momento. Podem ser momentos mágicos, por todas as razões do mundo e sem nenhuma razão de ser.
Porque é assim, para nós. E mesmo que tentemos explicar, ninguém irá entender. São as nossas coisas, os nossos pensamentos, a nossa alma que guarda como se pudessemos pôr tudo dentro de uma caixinha e fechá-la.
Sabes, quando me sento na areia, ao Sol, para limpar a alma e chegar ao mundo com as minhas palavras, penso muitas vezes em ti. Estás na música que oiço, no céu nocturno e vejo-te à janela, a fumar um cigarro e a namorar a lua.
Na terra dos sonhos podes ser quem tu és, e mesmo que me tenhas ensinado a partir, eu fiquei. Sem perceber porquê… e continuarás a ser a incógnita de todas as equações...
(tu sabes que isto é para ti...)
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
A Verdade da Mentira
Será porque nos sentimos, digamos…um pouco melhor, por alguém, teoricamente, não nos esconder mais nada? Quando essa verdade não nos convém, mas mesmo assim insistimos espontaneamente em querer saber, sendo duros para nós próprios… pois claro, precisamos ou pensamos que precisamos de saber tudo acerca de determinada coisa. Às vezes temos até uma ideia, uma leve suspeita do que nos vai ser dito, um caricato pressentimento que algo não está a correr como queríamos. Mas ainda assim… temos de saber. O que pedimos por vezes conduz-nos ao que não queremos ouvir. Não… nem pensar, não pode ser.Mas o mais estranho é que é mesmo. Ou talvez não. Nós é que pensávamos que não podia ser.
E depois ouvimos, lemos, sentimos aquilo que era suposto não acontecer na nossa imensa imaginação. E a nossa reacção é quase sempre a mesma: Eu já sabia! O que é uma força de expressão, porque não sabíamos nada, nada de nada. Eu já sabia, é que era o meu pior pesadelo… isto é o que as pessoas querem dizer quando dizem: eu já sabia. Ou então um atónito: “não posso acreditar!”, claro que se pode acreditar, ou melhor deve-se acreditar. Ou será que nos querem confundir? E pronto aquilo que ambicionávamos saber está escarrapachado á nossa frente.
Sim… depois já podemos respirar, só um bocadinho, porque depois temos muito por onde escolher: apatia, lágrimas, desespero, descontrolo, raiva e finalmente resignação. E depois, não nos lembramos de nada para contrapor a verdade e nada nos faz lembrar porque ambicionávamos tanto conhece-la. Mas então? Não era isso que queríamos saber? A verdade. Exposta e rude, como ela é, sem enfeites, sem uma fitinha vermelha em papel resplandecente. Afinal foi o que pedimos. E diz-se por aí que cada um tem aquilo que merece… mas eu tenho a certeza que não. Mesmo que doa muito, que nos faça chorar baba e ranho e que pensemos que o mundo acabou… porque não era o que queríamos ouvir.
O mundo não acaba, por uma verdade singular. Olha… toma, embrulha, é para aprenderes, para a próxima não cais no mesmo, mas é óbvio, certo que irás cair… porque a verdade é sempre a que queremos ouvir, enfeitada como uma prenda de Natal… que ainda está para vir. Não devia ser olho por olho, dente por dente, pão pão, queijo queijo, toma lá dá cá, tudo tem um preço e tudo se paga?
Pois… mas a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima, já dizia a minha mãe. E mais vale uma vil verdade do que uma mentira escondida.









