terça-feira, 30 de Junho de 2009

Autocarro Escolar na Índia


sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Concursos...

Estamos quase no final de Junho... e resultado do concurso NADA!!
Já ia sendo tempo não, meus senhores??? Já não espero nada, mas daqui a pouco estamos de férias e nada de sabermos dos resultados da 1ª parte. A 2ª parte vai ser em Setembro por este andar...
Amanhã acabo a minha Oficina de Formação. Deu-me muito trabalho, mas já não olho para o Quadro Interactivo com desconfiança :)
E para o próximo ano pode ser que dê para fazer umas coisitas (com a sorte que eu tenho. fico numa escola que não tem o ActivStudio).

terça-feira, 23 de Junho de 2009

Nunca podemos dizer que está tudo bem...

Já há algum tempo que não venho aqui.
Os últimos tempos não têm sido fáceis... a última semana de aulas, há tanto tempo desejada, revelou-se a pior de todas. E nem teve nada a ver com a escola. Quando na 2ªfeira passada me levantei nunca imaginei o que iria ser o resto da semana.
O meu filho chegou a casa dizendo que se sentia tonto e com um zumbido estranho nos ouvidos. Dizia ele que ouvia tudo muito mais alto. As tonturas ao chegar a casa aumentaram... dizia que sentia falta de ar. Liguei para a Saúde24 e contei o que se passava. Depois de 15 minutos em que me fizeram muitas perguntas, me pediram que lhe fizesse uma série de coisas, aconselharam-me a que ele fosse visto no Centro de Saúde da minha área, que teria consultas de urgência a partir das 20h... ou seja, teria que esperar ainda cerca de 2 horas.
Mas, o miúdo sentia-se cada vez mais tonto. Parecia que lhe faltava o equílibrio. Resolvi ir com ele ao Hospital da Luz. Depois de ser observado, não aparentava nada... tinha um pouco a garganta inflamada...mas não havia sinais de mais nada. Ele não se queixava de dores, só a impressão nos ouvidos e as tonturas. Voltou para casa com a indicação de que, se continuasse deveria lá voltar com ele.
Viemos para casa e achei que era melhor ele dormir comigo, na tentativa de ele se sentir mais calmo e também para ir controlando. Mas quando se deitou começou a sentir-se enjoado, com vontade de vomitar. Por três vezes se teve que levantar e agarrando-se às paredes muito tonto lá vomitava. E a seguir caía no chão da casa de banho... eu segurava-lhe a cabeça e via os olhos dele descontrolados... pareciam que rolavam... ele sentía-se em pânico com os enjoos e as tonturas. Finalmente cerca das 3 da manhã acalmou.
De manhã não hesitei... depois dele ter vomitado mal se tentou mexer um pouco, avisei o pai e fui para o Hospital da Luz de novo com ele. Foi observado por uma neurologista; fizeram-lhe testes de coordenação, de reflexos, de sons, tudo o que se possa imaginar. Ele nesta altura já não se queixava dos ouvidos. Só as tonturas e os enjoos. A médica achou que ele devia ser posto a soro para se manter hidratado, e ver como ia evoliundo. Ele estava muito assustado (e eu também, confesso) mas portou-se como um homenzinho.
Ao final do dia e depois de lhe ter sido feito um audiograma e de ter sido observado pelo otorrino, a neurologista veio ter connosco e disse-nos que ele estava com uma crise de "Síndrome Vertiginosa". Uma sintomatologia associada a uma perturbação no ouvido interno, que afecta o equílibrio e dá estas crises de tonturas e enjoos. Mas, que ele teria de ficar no hospital mais um tempo. Não o deixariam sair enquanto não fosse visto por um especialista em terapia da vertigem e enquanto tivesse os enjoos.
Pensar em ter o meu filho no hospital é daquelas coisas que nos deixam sem qualquer acção; se, por um lado temos que não deixar transparecer o que nos vai na alma, para que ele não se preocupe connosco, por outro lado, o desespero de o ver cheio de fios na cama e sem saber explicar-lhe o que ele tem, é horrível. Embora já tenha passado pela dor de ver pai e mãe internados, nada se compara a ver um filho numa cama de hospital.
Ele teve que passar lá a noite. De manhã parecia que se sentia melhor. Parecia que já falava mais animado. A médica disse que lhe iriam tentar dar de comer alguma coisa e que a seguir iria ser visto pelo especialista. Comeu 3 pedaços de torrada, mas sentiu-se enjoado e parou. O especialista fez-lhe novamente uma série de exames e confirmou o diagnóstico. Estas crises poderiam ser recorrentes, pelo que iria ser medicado, e voltaria à consulta daqui a um mês para nova avaliação e redefinição da medicação. Agora, só poderia sair do hospital quando já não tivesse tonturas.
Mas... ele continuava a sentir-se enjoado e tonto... eu e o pai começámos a sentir-nos desorientados... parecia que ele não conseguia estabilizar... a médica decide fazer-lhe um TAC. Felizmente estava tudo bem. Era uma questão de tempo até ele acalmar e conseguir comer sem vomitar.
Ao final do dia, mais uma tentativa, um chá e umas bolachas... ele comeu as bolachas devagar e com um gosto que parecia que estava esfomeado. Graças a Deus ficaram lá. Ele levantou-se, muito devagar, sentou-se num cadeirão... e as coisas continuavam calmas. a médica disse para ele tentar andar um pouco pela sala de espera, para se ambientar à posição vertical e ver como se sentia. Ele estava com medo... mas portou-se bem. Mais alguns exames e a médica achou que poderia vir para casa; tendo a noção que ainda se sentia com medo...mas a pouco e pouco as coisas iam melhorando.
Voltámos... a noite, da minha parte foi em claro (mais uma...) passei a noite a ver como ele respirava, como se mexia, como estava... De manhã, levantou-se (estava cheio de medo de voltar a sentir o mesmo...) e ainda muito devagar comeu (muito pouco ainda...).
Mas com o correr do dia foi melhorando... já não se sentia enjoado, começou a ter vontade de comer (ele dizia que se sentia desconsolado...) começou a ganhar confiança para se ir levantando, só lhe fazia confusão olhar para baixo...
Hoje está bem. Está a ser medicado claro... mas aparentemente voltou ao normal. Mas daqui para a frente vai ter de aprender a lidar com estas crises...
E eu iniciei uma cruzada... quero ler tudo o que encontrar acerca desta síndrome... quero entender como posso lidar com isto... para poder ajudar o meu filhote.
Mas, confesso, sinto-me meio desorientada. Há coisas que nos caem assim do nada e que nos mostram que temos que saber enfrentar as dificuldades.